terça-feira, 18 de abril de 2017

As velhas casas

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As edificações, em encanecidas casas, acorrem na demolição e suspeita. O aluga-se e vende-se, em anos ou meses, mantém-se afixado (nas placas de anúncio). Os interessados, em clientes e locatários, evadem das ocupações. A ressalva, em prédios velhos, nutre receios e superstições. O patrimônio, em ínterim do tempo e vaga, deteriora-se nas intempéries. O enigma, em “acobertado instituído”, liga-se nas energias negativas. Os recintos, em interiores, semelham abrigar almas. Os verdadeiros construtores e ocupantes, em vida útil, descansam nos sepulcros (dos campos-santos). Os casuais noveis ocupantes, em convívio nos interiores, abstraem bizarros ares e enxergam vultos. A realidade, em inúmeras habitações, se junta no intento das demolições. A funcionalidade, em frente às novas tecnologias, torna onerosos acréscimos e reformulações. A especulação imobiliária, em transações, vislumbram em geral os lugares. O velho, em espaço urbano, descreve noção de atraso e ônus do restauro.

Guido Lang
“Histórias do Cotidiano Urbano”

Crédito da imagem: http://bagagemclandestina.blogspot.com.br

terça-feira, 11 de abril de 2017

O intuito da vergonha

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O “namorido”, em “enxerto da casa e família”, gostava de recepcionar círculo de amigos. Os colegas, em trabalho, acorriam na solicitação (do churrasco e cerveja). O parceiro, em arranjo e dispêndio (na habitação), perpetrava descaso e inércia. As aparências, em velho, caíam em móveis e pinturas. A reformulação, em casa histórica, afluía no indispensável restauro. A consorte, em herdeira, “apertou esperto”. A sócia, em “laia de dona do lar”, negava-se em receber estranhos (nas indigestas condições). O propósito da vergonha, em batido recinto, convergiria nos comentos e ressalvas. As arrumações, em parco tempo, adquiriram genéricas reformas. As pessoas, em afluxo de convidados e visitas, fazem questão de ostentar lugar aconchegante e majestoso. O descuido, em filhos das colônias, advém em sinônimo de declínio e indigência. A modéstia, em percepção social, aflui em exteriores da falta de dinheiro. A casa, em aparências, esboça créditos e detenções dos ocupantes.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”
                                                                
Crédito da imagem:  https://www.lojaskd.com.br

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A extrema morosidade

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O estranho, em “importado nas colônias”, achegou-se na classe de "namorido". O labor, em achegado carpinteiro e pedreiro, delinearam inúmeras contratações. Os reparos, em ajustados informais, caíram no agrado das famílias. O “bico” (serviço informal), em cobrança de horas, avolumou expressivo ganho. A comunidade, em comum, conheceu efetivações do cargo. Os acordos, em específicas tarefas, estenderam-se no meio das circunvizinhanças. O profissional, em exercício das atividades, faltava “em sair do lugar”. O cigarro, em aferrado vício, exigia reiterados intervalos. O trabalho, em resumo, evoluía e rendia pouco. As horas, no pago, somavam-se no financeiro. A comparte, em ciência da prática, alertou consorte. “Os residentes, em tamanha morosidade, ‘correm da raia’. As famílias, em desempenho das funções, cruzam dados das execuções”. O dilema, em achaque da bebida e fumo (em acréscimo da morosidade da idade), aflui em baixa produção. As pessoas, em dinheiro, expõem derradeira economia e esmero.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.melhoramiga.com.br/

A antecipada compra

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O outono, em alterações de insolação, deu as “caras” dos primeiros sinais. As folhas, em geral, principiam amarelas e caem nos arvoredos. O frio, em expansão (do avanço das frentes frias), prenuncia achegada no espaço. Os chuvisqueiros, em climas subtropicais, pressagiam ser incômodos. A família, em filhos das colônias, antecipou compra. As lojas, em busca de fogão (à lenha), foram esquadrinhadas (no precoce tempo). O intento da promoção, em artigos recém-acolhidos (em mostruários), caiu no gosto da aquisição. As firmas, em produtoras, afluem em demandas financeiras. A precisão, em capital de giro, forçou constituir precipitadas promoções. As baixas vendas, em começos de outono, demandaram recursos. Os preços, em dinheiro na mão, permitiram “poder de barganha”. Economias, em reserva, foram direcionadas na obtenção. O desconto, em bom valor, cobriu (de longe) dividendo das aplicações. “O homem cauteloso, em morador das colônias, incide no valor de dois”.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://blog.maestrodobrasil.com.br

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O santo remédio

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O ente, em agitado e operoso, acudia em dificuldade. A pele, em alergias e coceiras, acorria minada. O exterior, em bolotas e vermelhão, caía em horrível visual. O temor, em tirar camisa, ocorria no constrangimento. As saídas, em medicina moderna, foram esquadrinhadas. Os ardis, em exames de clínica e peritos de área, caíam no conselho. Os cremes e pomadas, em aplicações, careciam no devido efeito. A cura, em inúmeros alívios, despontou impossível. O recorro, em recursos da natureza, ocorreu na sabedoria dos antigos. O limão, em bergamota, constituiu aplicado na pele. O fluido, em escassas semanas, exibiu admiráveis resultados. A cútis, em rejuvenescida, afluiu em novel aparência. As manchas, em doridas, findaram atenuadas. As avarias curadas e gorduras removidas, em santo remédio, recaíram no artigo. As soluções, em problemas, acodem no alcance da mão (no geral). O dilema, em informação, cai em saber das saídas. A mãe natureza cunha dificuldades e, no análogo, abona soluções.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://poderdasfrutas.com

terça-feira, 4 de abril de 2017

O tino financeiro

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O humilde sujeito, em morador das colônias, advinha na especial ciência e incrível disposição. A noção, em manejo dos atributos medicinais e tratamentos de plantas, afluía em presteza e sabedoria. A acirrada busca, em conselhos e sugestões (em chás e pomadas), atraía deprimidos e doentes. A fama, em inventado curandeiro, decorreu famílias e paragens. O curioso, em comercializar dádiva, procedia no completo malogro. O dom, em avultar grana (na guarida da inclinação), assistia-se no absoluto fracasso. A extremada penúria, em mente de vasta ciência, perseguiu alcançada. O fato delineia: As pessoas, em nobre dádiva, devem saber comercializar disposição (em negócio de consumo). A informação, em oferecido (no gratuito), calha na carência de tino financeiro. O perito, em inserido no capitalismo, necessita adotar dom mercantil. As ciências e imagens, em cotação monetária, devem originar ressarcimentos. O folgado, nas graças divinas (em dom de folguedo), aufere dinheiro e sustento.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://www.natue.com.br

domingo, 2 de abril de 2017

O afamado matemático

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O ente, em números, sucedia em ignorado gênio. Os cálculos, em rápido raciocínio, calhavam decodificados em instantes. O ofício, em inativo pastor, conduziu em precisão de bico. O abjeto ganho, em benefício, induziu ao complemento de renda. As aulas, em colégio particular, sobrevieram em prazer e reforço de renda. As séries, em básicas, foram assumidas na instrução. Na matemática, em difíceis cálculos, demonstrava ares de excepcional. O problema, em carência de didática, incidia em repassar conteúdo. Os alunos, em néscios na arte das cifras, careciam de abarcar explanações. A pessoa, em perito de ciência, necessita externar vocação. O complexo, em simples elucidação, precisa ser ilustrado. O sábio, em elocução simples, destrincha e expõe complicado.  O conhecimento, em falta de aplicação, advém em inútil e perda de tempo. As ações, em habitual execução, delineiam distinção das aptidões. O profissional, em diferencial, nobilita cátedra e lavor.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.ie.org.br