segunda-feira, 13 de março de 2017

A profícua instalação

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O sitiante, em ajudo do filho, aproveitou términos de semana. O convívio, em sítio, exteriorizou chance e fortuna. A época, em benigna, serviu de engenho e ocasião. As caixas iscas, em enxames futuros (de africanas), caíram na inserção de cera (de abelha). Os artefatos, em lugares descampados e ensombrados, ficaram alocados na acomodação. A tarefa, em calor e suor (pessoal), serviu de distração e vocação. As duas dezenas, em chances, constituíram colocadas na instalação. Os enxames, em minguadas sociedades, puderam abrigar-se nos refúgios. As caixas, em associações, foram capturadas em múltiplas unidades. O morador, em súbito apicultor, graduou renda e tempo. As abelhas, em encaixotadas, ostentam valor mercantil. O ilusório vácuo, em criação e produção, multiplicou-se no artifício. A pessoa, em prosperidade, deve vislumbrar ensejos e esforços. A afeição e imissão, em curto tempo, instituem assombros e sobras. A natureza, em propagação, ostenta-se acelerada e profícua.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://scienceblogs.com.br

domingo, 12 de março de 2017

A habitual sina

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O morador, em agricultor, assistiu-se enterrado na comunidade. O cemitério, em bem religioso, despontou no lugar. O corpo, em companhia dos antigos, seguiu rumo. Os amigos, parentes e vizinhos, em breve descanso, extraíram tempo (ao séquito). A casa mortuária, em identidade (evangélica luterana), foi lugar do ritual. O pastor, em “mercador de absurdas juras divinas”, abonou aptidão e serviço. Os presentes, em silêncio, simularam crer em locução. O legado, em filhos, viu-se em capital. A soberba, em sobrenome, pode ser nutrida no porvir. O ensino, em denodo pessoal, caiu em “ser afável e respeitável com iguais”. O labor, em máximo tempo, perpassou no sopro da essência. O registro, em transcorrida história, será apontado nos livros (das crônicas e genealogias). A lembrança, em tradição oral, completará decorrida no clã. Os presentes, em autorreflexão, refletiram no oportuno epílogo. A falta do ente, em sistema, seguiu na igual rotina (da apatia). A pessoa, em morrer, deve estar só viva.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.omaispositivo.com.br/

quarta-feira, 8 de março de 2017

A conservação do caminho

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O chacareiro, em amplas terras e estreito lote, mantém dificuldade da manutenção. O mato, em solo assaz fértil, cresce no acelerado e adoidado. As áreas, em antigas roças, conferem-se retomadas pela floresta (em meia dúzia de anos). A multiplicidade, em vegetação, cria espessos sítios. O proprietário, em estrada de roça, nutre cuidado e investimento. O caminho, em ensejo anual, é roçado no percurso. O acesso, em aberta clareira, consente ativa e rápida circulação. O mato fechado, em contrário, ostenta ares de selva. As abelhas, em apartadas, espalham-se na domesticação das colmeias. Os bosques, em eucaliptos, consentem rotineira extração de troncos. A caminhada, em reparação de mananciais d’água, conserva-se ágil e fácil... O trajeto, em cavado na retroescavadeira, promove acertada conservação. O cerrado, em pequenino, permite simples corte. Os passeios, em examinar bens, caem em esporádica distração. Alguns, em amantes da natureza, assemelham habitar em resguardados paraísos.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://www.aosabordovento.com

terça-feira, 7 de março de 2017

A estadia dos amigos

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O pastor, em inadimplência do custeio do dízimo, chantageou membros. A pessoa, em corriqueiro débito e escassa devoção, advinha no terrível contratempo. A alocução, em culto, dirigiu ao conjunto de membros (da comunidade). As palavras, em incrédula ameaça, sucediam na “ação do fogo do inferno”. O pacato leigo, em tarimbado em “ouvir negociante de promessas divinas”, fez descaso das preleções. O argumento, em falta da premiação (da ressurreição), afluía em vasta companhia. Os amigos e parceiros, em inúmeros perecidos, eram achegados às anomalias e podridões. Os sicranos, em presumível, jazeriam reprovados no inferno. O cidadão, em questão dos encanecidos cúmplices, faria anseio de reencontrar conhecidos. O benzido, em “estar sozinho no céu”, cairia em chateação e solidão. As pessoas, em era de vastas ciências, tolhem prodigioso. As palavras, em Jesus, foram: “a fé te salvou”. Os religiosos, em cátedra da ambição do dinheiro, comercializam inacreditáveis promissões.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.fatosdesconhecidos.com.br

segunda-feira, 6 de março de 2017

A imprópria importação

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A modesta casa, em interior da linha, acorria desocupada. O aluguel, em ganho, frutificaria em ampliação de grana. A imobiliária, em intermediação do contrato, foi procurada no ofício. A família, em origem de distante paragem, calhou no arrendamento. Os trâmites burocráticos, em atendidos, permitiram instalação. Os estranhos, em alheios ao meio, romperam os princípios sociais. A falta, em efetivo lavor, obrigou a efetuar pilhagens. Os roubos, em domínios e roças, tornaram-se comuns. Os parentes, em novas afluências, encheram casa e retiro. A escola, em colegiais, assistiu-se ampliada. O amparo social, em amiudadas pedidas, ofertou ranchos. O posto de saúde, em consultas, acresceu em recepções... A migração, em prática comunitária, acentuou auxílio e suspeita. Os naturais, em receio, isolaram vagantes. O acréscimo populacional, em migrações, assentou ares de vila. As regras, em comunitários, viram-se reavaliadas. O progresso, em excessivo, castra segurança e sossego.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: www.queroserconcursado.com.br

domingo, 5 de março de 2017

O chapéu do finado

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O ancião, em afamado e tradicional morador, corria becos e linhas. Os aspectos, em distinção alegórica, ampliaram celebridade. A chapeleta, em refinado feltro, afluía em caído e velho (no flanco). O preto, em cor, salientava item. A indumentária, em boas eras e longas idas, imprimia ares de figura folclórica. Os rurais, em estendidas paragens, reconheciam ente (nas andanças). A marcha, em passagens fechadas e estreitas, acorria em rumo (dos filhos e vendas). O cavalo zaino, em montado, instituía feitio inigualável. O senil, em certa data, “bateu as botas”. Os herdeiros, em afeição e ajuda (ao indigente local), doaram chapeleta e fatiota. O favorecido, em condição alcoólatra, exteriorizou chascos e grosserias. As alusões, em aborrecíveis, ultrajavam memória. Os doadores, em intenso remorso, aprenderam lição dos mal agradecidos. O molde, em doação, instruiu cuidados. Certos obséquios, em precoce tempo, inscrevem-se em ascos e obrigações. Os mau agradecidos, em perdidos, enxotam doação e gratidão.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://yopapp.com.br

sábado, 4 de março de 2017

A massiva aplicação

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O lavrador, em plantador de parreiral, nutre a melhor uva da região. A produção, em contínuos pedidos, toma endereço dos supermercados. A fruta, em graúda e saudável, incita convite ao consumo. Os vizinhos, em ares de ciúme, andam cautelosos e horrorizados. O cultivador, em contínua hora, aplica avigorados venenos. Os insetos, em apressados e esfomeados, achegam-se na exclusiva ocasião. As abelhas, em consumo do adoçado fluído, encostam e falecem no baque. Os próprios abismados, em dezena, aplicaram massivos defensivos. A sequela, em consumidores, advém em indecifráveis mal estares. Os doentes, em constante tratamento, faltam de entender patologias. Os venenos, em tragados na nutrição, agem no dissimulado. As pessoas, em ambição do dinheiro e detença no negócio, assentam risco na permanência da espécie. O distraído, em extensão de “eu estar bem”, desinteressa nos efeitos. As pessoas, em leal carência e cobiça da grana, perpetram ceder alma ao capeta.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://www.embrapa.br

Imagem meramente ilustrativa.