sábado, 1 de outubro de 2016

O aditivo vegetal

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A comilança, na Semana Farroupilha (no especial “Dia do Gaudério”), sobrevinha na confraternização e festança. O sensato fulano, em “habilidosas e prodigiosas mãos”, advinha no selecionado cozinheiro. O prato, no carreteiro, ocorreu no fecho dos festejos. A minúcia, na embutida artimanha, ligou-se na caipira e mate. A tradição, em “alfinetar e afrontar parceiros”, revigorou-se nas circunstâncias. Os oferecidos, no aditivo vegetal, conheceram do fermento. O cipó, no “afamado nó-de-cachorro”, abrilhantou inserção. Os líquidos, no aperitivo e mateada, continham acobertadas enzimas. O ensejo, no acréscimo, mirou atiçar “o fogo da pretensão e tentação”. O exteriorizado, em “reforço no Viagra”, despontou no calorão. Os apreciadores, em estômago vazio (no prévio ao prato), pareciam “queimar no fervor”. O ajuizado alarde, na sútil afronta, enobreceu os brios. A lenda, em adicionar chás, transcorre nas atitudes coloniais. As pessoas, em eficaz argumento, confiam em crendices e embustes.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.celeiroprodutosnaturais.com.br/

A consecutiva esmola




O certo leigo, na condição de membro (da entidade religiosa), anda na baixa frequência e estima. Os cultos e eventos, no velado boicote e greve, acodem na singular laia. A experiência, em décadas de convívio, expõe usual prática e sina. A igreja, em contínuas e múltiplas rogativas, aflui no convite da caridade. As ajudas, em dinheiro, aferem-se constantes. O membro, no assentado no culto, cai no chamado e obrigação. A contribuição, em nova e singela esmola, sucede no apelo. A carteira, em novo ensejo, mostra-se subtraída (no suado ganho). A beneficência, na “conta do chapéu alheio”, acode no montão de receitas. Os pedidos, no devotado, repetem-se nos encontros e vias. A igreja, em “entidade imaterial”, carece de gerar riquezas. O membro, na obstinação do suor diário, gera produção. O sujeito, na retrospectiva, ajudou assaz e muitos. A indigência, no entanto, multiplica-se no agitado e dividido mundo. As pessoas, no auto sacrifício, devem diminuir adversidades e deficiências.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://reportergm7.blogspot.com.br/

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O curioso curral

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O caboclo, no encravado dos acentuados aclives (encostas), advinha na dificuldade financeira. O dinheiro, na obtenção do arame farpado, acudia na distância e impossibilidade. Os recursos, no obtido do trabalho braçal (corte de erva mate), ruíam na insuficiência ao sustento (familiar). A saída, em parcos animais, foi improvisar modesto potreiro. O pastoreio, no alívio do trato, via-se precisão nos peraus. O cercado, na facilidade da multiplicação vegetal, relacionou-se no plátano. A espécie, no exótico (adaptado ao frio), adorava aquele espaço. As mudas/galhos, em parcos centímetros (no espaçamento), foram fincadas na sequência. O crescimento, no paulatino, criou aspecto de trincheira. Algum módico arame, no suplemento, completou curral. A madeira, no corte, acorria em riqueza. O conjunto artificial, no feitio de quadrado, salientava-se na distância (na visão panorâmica do encravado do mato nativo e salientes morros). A adversidade, na criatividade, revoluciona ambientes e tarefas.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://produto.mercadolivre.com.br/

domingo, 25 de setembro de 2016

A duração dos anos

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A pessoa, na evolução da idade, cai na “falha do tempo”. A noção, na duração dos anos, aflui no engano. O ano, na branda idade, custa passar horas. O avanço, no fluxo das idades, acentua decurso. A criança, nos sete, aprecia noção de “um por dois”. O jovem, na listra dos quinze, assume um e meio (os trezentos e sessenta e cinco dias). A maioridade, na obtida, faz “relógio acelerar passo”. A farta lida, no “absorvido do ganho pão”, acelera estação. O cara, em trinta, iguala aos doze anuais. O sujeito, em quarenta, avoca ciência dos onze meses. O camarada, em cinquenta, ascende na duração dos dez. O sicrano, em sessenta, acode dos beirados nove. A avaliação, no potencial (de ainda possível vida), pesa na memória. Os depois setenta, no ganho, ampara na diurna sobrevida. A vivência, na alegria, transcursa num click. O fato, na razão, aflui em cada minuto ser bênção. Os dias, no cedo, perpassam no esquecimento. A riqueza, em ocasião e situação, incide em viver os “louros dos momentos”.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A coerente aplicação

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O sujeito, em economista nato, aprendeu noção do dinheiro. O suor, na obtenção, despontou no melhor curso e escola. A faina, em “uma mão na frente e outra atrás”, ensinou o preceito da funcional gerência. O sensato capital, no aliciado do massivo trabalho (braçal), completou aplicado e reaplicado (no consecutivo). A grana, no módico exemplo (inicial ato), comprou barata área (na junção de adubos e sementes). O produto, no fruto das ceifas, ajustou divisas (no reforço de área). Os provindos, na obtenção de tecnologias, arraigaram novos plantios. O império rural, na ocasião, criou alusão. As parcas sobras, na precisão do alento, consistiram apenas subtraídas (das receitas). O espírito inovador, em escassos anos, contornou em arrojado empresário colonial. As obrigações, em melhorias, sobrepunham-se as folias (supérfluos). O filho das colônias, no “senhor do próprio nariz e tempo”, prioriza ofício roceiro. O exitoso, no apreço social, cai na inveja e nota. A confiança guia os resultados.
      
Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.aventurando.com.br/


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A incômoda visita

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A casa, em anexo ao mato reflorestado (no interior do domínio), apreciou incômoda visita. O lugar, na invasão, apreciou desordens e prejuízos. O intruso, no macaco mico, decorreu no indescritível e impensável. A cozinha, na caça por víveres, acabou alterada e revirada. O animal, em jeitões humanos, consumiu frutas, legumes e ovos. Os cereais, no arroz e farinha, viram-se despejados e espalhados (dos invólucros). A louça, em quadrantes, andou estirada e quebrada... O módico tempo, na irrupção, criou furor e tumulto. O símio, no afugentado, ofereceu correria e resistência. O fato, no aumento dos bosques (nas áreas coloniais), descreve rejuvenescimento da fauna. Antigas espécies, na extensão das condições, retornam ao ambiente original. Os humanos, em exatos intrusos, necessitam constituir cuidados (nos patrimônios). Os bichos, no avanço da urbanização, obrigam-se em conviver nas ajeitadas bandas. O planeta, na coesa ocupação, apresenta espaço ao conjunto dos entes.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://carlospaes.blogspot.com.br/p/animais-mais-ameacados-de-extincao-no.html

domingo, 18 de setembro de 2016

A promessa da floresta

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Os desbravadores, nos inícios da colonização, foram literalmente “atirados na floresta”. O desamparo, no desconhecido chão, induziu na união (da etnia). As linhagens, na porção de terra, acudiram na “promessa da floresta”. O manejo do solo, na noção, calhara do experimento europeu. Os sítios, na instalação, incidiam em lugares especiais. As baixadas, em beiradas de cursos (fluviais), apreciavam aspectos de indomável selva. A magnitude, na compacta vegetação, abrigava acobertado tesouro. O caso, na fundura da camada orgânica, acudia na singular fertilidade. A milenar cobertura, na decomposição (mineral e vegetal), sobrevinha no húmus. Os cultivos, em tamanha fecundidade, cairiam na fartura dos frutos. Os solos, em argiloso, roxo e saibroso, trariam distinção e tamanho. O trabalho, no intenso e paciente, resultaria no abrigo do sucesso. O tempo, em abastadas famílias e municípios, comprovou faina e legado. As pujanças, em outrora paragens ermas, são fruto da promissão.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://meioambiente.culturamix.com/