quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O proveito da ocasião

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Guido Lang

O filho das colônias (habitante natural do interior), na folga de domingo (de manhã), aproveitou ocasião. As tarefas, no acumulado do conjunto da casa e pátio, ganharam execução. O intento, em dias da semana, acontece em subtrair atropelos e encargos. O trabalho profissional, no “ganha pão”, assume mais concentração (em relação às energias corporais e reflexões mentais). O trabalho realizado, no conjunto da propriedade, consiste em colher frutas, cortar lenhas, organizar ambientes, reparar instalações, varrer pátio... A obra, no amiúde, sobrevém em acentuado ganho de tempo. A igreja, em cultos (ou missas), sucede na frequência ocasional. O convívio familiar, na folga, acontece no ínterim das atividades. As saídas, em eventos, passeios ou viagens, acontecem costumeiramente nas tardes. O trabalhador, na efetiva vocação, vislumbra afazeres em quaisquer ambientes e horas. O capricho e organização, no artificialismo das paisagens, absorvem labor e tempo.

Crédito da imagem: https://www.booking.com/hotel/br/chales-pe-da-serra.pt-br.html

Imagem meramente ilustrativa.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

O estigma por herança

A licantropia, na lenda, pode ser resultado de uma maldição, de um pacto com o diabo, de incesto ou mesmo da predestinação.

Guido Lang

Ao estudioso convém não acreditar em estrupícios. No entanto, a natureza esconde muitos enigmas. O sensato ente, no convívio social, sobrevinha na conduta esdrúxula e reservada. O fulano, por algum infortúnio, via-se agraciado no estigma. Uma família, na massiva desconfiança do comportamento do sujeito, deixou “montada arapuca”. Alguma bebida e comida, em aparência de lavagem, acabaram estiradas propositalmente no pátio. A sexta-feira, em Lua Cheia, sucedeu na visitação. O consumo, no prato, conduziu na “armadilha da caneca de água fervida”. O líquido, nas costas e pelagem, viu-se acertado em cheio. O homem animal, como um raio, esvaziou-se da paragem. A surpresa, no posterior, recaiu sobre o sensato semelhante. Ele, no exato lugar das costas e pele, apareceu com queimaduras provocadas pela água. O cidadão, em excepcionais ocasiões, assumia expressão de monstro. A pelagem, no disseminado do corpo, reafirmava suposição. Os humanos, por herança, carregam sinas. As histórias de lobisomem, na tradição oral, são comuns nos interiores.

Livro: Crônicas das Vivências

Crédito da imagem: https://brasilescola.uol.com.br/folclore/lobisomem.htm

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Os “olhos abençoados”

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Guido Lang

O sitiante, no seio da propriedade rural, mantinha excepcional capão de mato. A vegetação, na exuberância natural, via-se irrigada pela presença de “olho da água” (poço). O calor e umidade, no contexto do solo fértil, faziam brotar vida. O lugar, no resguardado das ondas de frio, conheceu aproveitamento peculiar. O apiário, na paixão do dono (pelas abelhas), floria nos instalados pedestais de pedra. Os troncos, no embelezamento, ganharam introdução das orquídeas. A consorciação, na exploração diversificada, enobrecia riqueza vegetal. O incumbatório, em plantação, sobrevinha no fim da geração de mudas. As inúmeras variedades, na possível proliferação, foram amarradas nos muitos troncos. Os vegetais exóticos, na antecipada hora, assumiam exuberância de nativas. O intercâmbio, em exemplares, fazia-se na razão do enobrecimento da biodiversidade. O produtor, no interior dos espaços, precisa instituir consorciações e inovações. Os ambientes, dos inóspitos aos propícios, escondem potenciais inimagináveis de riquezas e vida. O empreendedor, em “olhos abençoados”, vislumbra oportunidades nos variados contextos dos cantos e recantos.

Livro: Ciências dos Antigos

Crédito da imagem: https://g1.globo.com/

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A atenção especial



Guido Lang

A plataneira, no conjunto do embelezamento, crescia com ares de raquítica. O afloramento na superfície, da rocha matriz do subsolo, inibia pleno desenvolvimento da planta (no contexto da concorrência vegetal). O morador, em “habilidoso filho das colônias”, deu-se tempo e trabalho. A muda, no específico, ganhou atenção especial. A tarefa, no ínterim dos inúmeros atropelos da propriedade, foi de auferir adubação orgânica. O esterco, em aves, viu-se administrado no anterior das chuvas. As folhas, em miúdas, puderam crescer igual às árvores coirmãs. O exemplo, no trabalho agrícola, demonstra a importância dos detalhes. O criador e plantador, no seio profissional, repara obra. As anomalias, no possível tempo, recebem atenção e correção. O ofício, em profissional do campo, requer muito conhecimento da natureza e habilidade no trabalho. O agricultor, portanto, verifica-se um perito na sua peculiar área de atuação. O visual, na morada e propriedade, espelha apego ao espaço e ciência do labor.


Crédito da imagem: https://www.luanreflorestamento.com.br/content/images/fotos/72/5818711cba746.jpg

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

FELIZ 2020!

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O vigilante plantador

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Guido Lang

O agricultor, em atento observador da mãe natureza, antecipou-se aos habituais “desígnios de São Pedro”. O santo, nos ares da primavera, costuma “abrir as torneiras e, no posterior, costuma esquecê-las de fechar”. Os desabrigados, com as enchentes, disseminam-se nas cidades. As lavouras, em propícia época de cultivo, mostram-se encharcadas nos terrenos. O plantio, na abóbora, aipim, feijão, milho, acorrem inviável ao cultivo. O astuto, inspirando-se na orientação dos antigos, planta nos primórdios de setembro. O anterior, na chuvarada, visa ganhar tempo. O risco, na falta do devido aquecimento do solo, consiste em perder parte das sementes e trabalho. Os cultivos, no avanço dos mormaços, costumam trazer dividendos. Os prenúncios, em sinais de chuva, eram avaliados criteriosamente e daí o cultivo ser efetuado anteriormente as precipitações. Os morosos, na demora da execução, sobrevinham na lamúria da impossibilidade dos plantios. O tempo próprio, em quaisquer circunstâncias, requer mãos na obra (em alocar as sementes no solo).

Livro: Ciência dos Antigos

Crédito da imagem: http://www.outralentejo.org/galeria/portalegre_terra-lavrada/

O testemunho de época

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Guido Lang

Os pioneiros, em “inço importado da Europa”, descansam nas cinzas dos cemitérios. Eles, nos primórdios das instalações das propriedades, labutaram no manejo das pedras. Os cercados, em potreiros, ganharam centelhas das fortalezas. O trabalho, no judiado e paciencioso, consistiu em quebrar unidades de pedras grês. As peças, arrastadas ou carregadas no “muque” (na força física), foram divisadas no espaço. Os cercados, em forma de curais, abrigavam “bicharedo” das propriedades. Os animais, em aves, bovinos e suínos, circulavam soltos pelos cercados. O curioso, ao estudioso, liga-se ao estudo dos encaixes. As pedras, em graúdas ou miúdas, ganharam empilhamento detalhado. A altura, em média de um metro e vinte centímetros, abrigou as sólidas no externo da base e as pequenas no interior da construção. A obra, nas cercas de pedras, parece desafiar os desígnios do tempo. O labor, no interior de inúmeras linhas, descreve os vestígios de uma civilização. O apreciador, nas entrelinhas, aprecia a ciência e espírito.

Livro: Ciências dos Antigos

Crédito da imagem: https://www.portaldasmissoes.com.br/site/view/id/1423/cerca-de-pedra-da-epoca-dos-escravos.html