terça-feira, 11 de outubro de 2016

A boa lembrança

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O ancião, na avançada idade, economizou “sagrado dinheiro”. O benefício, no acréscimo da pensão, amparou na aguçada economia. O temor, no infortúnio (dos dias finais), afluía na precisão de grana. O senil, no desenlace da essência, almejava distância do ancionato (lar de idosos). A nora, em prolongados tempos, tratou de acudir na velhice. O legado, na cobertura dos honorários, incidiu no espólio. A “gorda poupança”, no avolumado de décadas, acorreu na retribuição. A importância, no embolsado, consentiu em edificar obra. A casa de alvenaria, no custeio, permitiu cobrir soma. O imóvel, no erguido da própria terra, permitiu constantes referências e saudosas lembranças. A moradia funcional, no fruto (da alheia contenção), dava conforto e fez exemplo (nas colônias). O sujeito, no avultado dos singelos valores, encorpa fortuna (em parcos anos). A alegria, na boa aplicação, sobreveio no agrado possível (do falecido). Alguns arrojados, na paciência e trabalho, erguem riqueza e sonho.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://construtoramartinsribeiro.com.br/

Imagem meramente ilustrativa.


A remoção do acervo

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A mecanização, em massiva expansão, exige adaptações e reformulações. Os espaços agrícolas, em aráveis e fecundos, demandam inovações (nas aparências e funções). As antigas cercas-de-pedra, no contorno das divisas e potreiros, conhecem ativa e contínua demolição. A destruição, no paulatino, institui extensas lavouras. A barreira, em abrigo (de cobras, lagartos e ratos), bloqueia acessos e máquinas. O esforço, em antiga aflição braçal, acode em riqueza cultural rural. As retros, em hora, removem múltiplos metros. As pedras, no arenito ou basalto, admitem casual serventia. Os lamaçais, no corriqueiro, conferem-se preenchidos. Outro fato, no descarte, incide em enterrado (das rochas). Os agricultores, no consecutivo, reformulam áreas. As fortes máquinas, em colheitadeiras e tratores, ordenam “desimpedidas agrárias”. O lucrativo, na diminuição de custos e praticidade das tarefas, aflui no intento. Prepondera regra: “Cada época e geração, no sustento, convive nos específicos interesses e precisões”.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.russelservicos.com.br/

A ativa drenagem

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O açude, em riqueza (de família), adentrou no aterrado e supressão. Os peixes, no contínuo furto, entraram no dano e raiva. Os malandros, na distância e silêncio, acorriam na fácil e farta captação. A roça, em ampla e mecanizável, aspirou esparsa extensão. O eucalipto, no verde, prestou-se no emprego (no valo). O dreno, na saída d’água, absorveu enterrado (de múltiplos metros). A umidade, no baixo rumo, fluiu na expulsão. A lenha, na difícil putrefação (no úmido), supriu usuais taquaras (varas). Os colonos, no viável financeiro (da propriedade), acodem em ativos desafios. As adequações e reformulações, em novas exigências e investimentos, advêm nos arranjos. O agricultor, em solo arável e plano, sucede em abastado e valorizado. O valor, no hectare, multiplica no talhe da mecanização. As potentes máquinas, em modesto tempo, perpetram largos cultivos e searas. Os antigos banhados, no natural, resistem na raridade. O campo, em frutos (da colheita), tornou-se sanha de corajosos e ousados.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: rehagro.com.br

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A forçosa caução

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O insensato, no endividado, apelou na circunstância. O irmão, no “quebra galho”, deveria resolver ameaça e pendenga. O mano, na imploração de grana, cedeu em novo empréstimo. O falido, no mal pagador, auferiu renovado crédito. A jura, na certeira data, era cobrir cedido. A conduta, na achegada da época, ratificou usual prática. O devedor, no enredado dos débitos, descumpriu outro combinado. O credor, na lamúria, arrependeu-se da cedência. A insistência, na devolução do capital, sucedia nas ocasiões. A experiência instruiu: “O empréstimo, no seio dos chegados, demanda fiança/garantia”. O valor, em ajustados bens (patrimônio), deve avalizar dispendidos. O conselho, no inicial socorro, cai em procurar banco/financeira. O dinheiro, em abonado (na mera palavra), confere-se em imprescindível aborrecimento e rápido esquecimento. A pessoa, no dinheiro (na mão), estabelece as coordenadas das situações. Amor e grana, nas relações sociais, afrontam-se nos convívios.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: https://direitoemdestaque.wordpress.com/

sábado, 1 de outubro de 2016

O distinto mano

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A família, no total em nove irmãos, convivia nas carências e problemas. O trabalho, na módica propriedade, serviu de sustento (na agricultura familiar de subsistência). A mãe, na precoce idade, partiu na direção do “alento e descanso”. A apressada morte, no fruto da exaustão (da geração contínua de filhos), sobrecarregou na moléstia. O pai, na assistência familiar, amparava membros. Um filho, na facilidade da aprendizagem, teve exclusiva chance e privilégio dos estudos. O ajustado, no sucesso profissional, seria em ajudar os demais (no porvir). Os oito, no inicial, ajudaram no custeio da formação (na economia e trabalho). O sujeito, em advogado (Direito), avolumou graduação e profissão. O auxílio, nas futuras décadas, foi “passar perna nos demais”. O rancor, dentre manos, acudiu no convívio. Os humanos, em acordados informais, sucedem de curta memória. O dinheiro, no ensejo maior, vê-se germe dos desacordos. A questão, em herança, versa em um esperto e os demais tolos.

Guido Lang
“História das Colônias”

Crédito da imagem: http://cidadaniaja.com.br/

O aditivo vegetal

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A comilança, na Semana Farroupilha (no especial “Dia do Gaudério”), sobrevinha na confraternização e festança. O sensato fulano, em “habilidosas e prodigiosas mãos”, advinha no selecionado cozinheiro. O prato, no carreteiro, ocorreu no fecho dos festejos. A minúcia, na embutida artimanha, ligou-se na caipira e mate. A tradição, em “alfinetar e afrontar parceiros”, revigorou-se nas circunstâncias. Os oferecidos, no aditivo vegetal, conheceram do fermento. O cipó, no “afamado nó-de-cachorro”, abrilhantou inserção. Os líquidos, no aperitivo e mateada, continham acobertadas enzimas. O ensejo, no acréscimo, mirou atiçar “o fogo da pretensão e tentação”. O exteriorizado, em “reforço no Viagra”, despontou no calorão. Os apreciadores, em estômago vazio (no prévio ao prato), pareciam “queimar no fervor”. O ajuizado alarde, na sútil afronta, enobreceu os brios. A lenda, em adicionar chás, transcorre nas atitudes coloniais. As pessoas, em eficaz argumento, confiam em crendices e embustes.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://www.celeiroprodutosnaturais.com.br/

A consecutiva esmola




O certo leigo, na condição de membro (da entidade religiosa), anda na baixa frequência e estima. Os cultos e eventos, no velado boicote e greve, acodem na singular laia. A experiência, em décadas de convívio, expõe usual prática e sina. A igreja, em contínuas e múltiplas rogativas, aflui no convite da caridade. As ajudas, em dinheiro, aferem-se constantes. O membro, no assentado no culto, cai no chamado e obrigação. A contribuição, em nova e singela esmola, sucede no apelo. A carteira, em novo ensejo, mostra-se subtraída (no suado ganho). A beneficência, na “conta do chapéu alheio”, acode no montão de receitas. Os pedidos, no devotado, repetem-se nos encontros e vias. A igreja, em “entidade imaterial”, carece de gerar riquezas. O membro, na obstinação do suor diário, gera produção. O sujeito, na retrospectiva, ajudou assaz e muitos. A indigência, no entanto, multiplica-se no agitado e dividido mundo. As pessoas, no auto sacrifício, devem diminuir adversidades e deficiências.

Guido Lang
“Histórias das Colônias”

Crédito da imagem: http://reportergm7.blogspot.com.br/