terça-feira, 27 de outubro de 2015

A lacuna dos registros


As entidades, disseminadas no interior das linhas, vivem no dilema da falta dos registros anuais. Os acervos, em cadernos de atas e livros caixas, sumiram no ciclo das diretorias. A deficiência, na bibliografia, ocorre na lacuna dos registros. A ocorrência, no banal, inclui agregações esportivas, entes religiosos, sociedades de cantores... A nacionalização, na permuta do idioma (alemão ao português), tem sido apologia e evasiva. A nacionalização (1939) e Segunda Grande Guerra (1939-1945), nas medidas de coação, tem acirrado as desculpas. A charada, na essência, liga-se a honradez e nitidez. As diretorias, no fraquejo dos números (entradas e saídas), cometiam no intento do extravio e sumiço. As crônicas, no empenho de componentes das gestões, esvaneciam nas trocas das administrações. Parcas associações, na perfeição, orgulham-se das totalidades dos legados e métodos. As pessoas, nos subterfúgios, justificam-se das dúbias atuações e correções. A afeição, no dinheiro, induz nos desacordos e mutações.

Guido Lang
“Fragmentos de Sabedoria”

Crédito da imagem: http://www.agnusdeiloja.com.br/

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