terça-feira, 31 de dezembro de 2019

FELIZ 2020!

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O vigilante plantador

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Guido Lang

O agricultor, em atento observador da mãe natureza, antecipou-se aos habituais “desígnios de São Pedro”. O santo, nos ares da primavera, costuma “abrir as torneiras e, no posterior, costuma esquecê-las de fechar”. Os desabrigados, com as enchentes, disseminam-se nas cidades. As lavouras, em propícia época de cultivo, mostram-se encharcadas nos terrenos. O plantio, na abóbora, aipim, feijão, milho, acorrem inviável ao cultivo. O astuto, inspirando-se na orientação dos antigos, planta nos primórdios de setembro. O anterior, na chuvarada, visa ganhar tempo. O risco, na falta do devido aquecimento do solo, consiste em perder parte das sementes e trabalho. Os cultivos, no avanço dos mormaços, costumam trazer dividendos. Os prenúncios, em sinais de chuva, eram avaliados criteriosamente e daí o cultivo ser efetuado anteriormente as precipitações. Os morosos, na demora da execução, sobrevinham na lamúria da impossibilidade dos plantios. O tempo próprio, em quaisquer circunstâncias, requer mãos na obra (em alocar as sementes no solo).

Livro: Ciência dos Antigos

Crédito da imagem: http://www.outralentejo.org/galeria/portalegre_terra-lavrada/

O testemunho de época

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Guido Lang

Os pioneiros, em “inço importado da Europa”, descansam nas cinzas dos cemitérios. Eles, nos primórdios das instalações das propriedades, labutaram no manejo das pedras. Os cercados, em potreiros, ganharam centelhas das fortalezas. O trabalho, no judiado e paciencioso, consistiu em quebrar unidades de pedras grês. As peças, arrastadas ou carregadas no “muque” (na força física), foram divisadas no espaço. Os cercados, em forma de curais, abrigavam “bicharedo” das propriedades. Os animais, em aves, bovinos e suínos, circulavam soltos pelos cercados. O curioso, ao estudioso, liga-se ao estudo dos encaixes. As pedras, em graúdas ou miúdas, ganharam empilhamento detalhado. A altura, em média de um metro e vinte centímetros, abrigou as sólidas no externo da base e as pequenas no interior da construção. A obra, nas cercas de pedras, parece desafiar os desígnios do tempo. O labor, no interior de inúmeras linhas, descreve os vestígios de uma civilização. O apreciador, nas entrelinhas, aprecia a ciência e espírito.

Livro: Ciências dos Antigos

Crédito da imagem: https://www.portaldasmissoes.com.br/site/view/id/1423/cerca-de-pedra-da-epoca-dos-escravos.html

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

O conceito de chato

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Guido Lang

O ancião, advindo de origem humilde, assimilou a arte de multiplicar riquezas. Ele, na dor, aprendeu a necessidade de extrair o máximo dos bens. Os artigos, em instalações, máquinas e trabalhadores, deveriam ser “espremidos” para cobrir custos e gerar lucros. A nobre gerência, em décadas de economias e reaplicações, criou um punhado de empresas e prédios. O fulano, em adiantado ancião, perpassava as linhas de produção. A função, na efetiva fiscalização, assistia em detectar desperdícios e instruir empregados. Exemplos banais: desperdício de água, luzes acessas desnecessárias, materiais subaproveitados na lixeira, etc., sinalizavam imprudências nas tarefas... O dono, no conceito funcional dos subalternos, sobrevinha em um tremendo chato e inconveniente. Este, no sutil, sucedia invejado pela bonança, ciência e rigor. A pessoa em qualquer idade e situação, pode ser instrutiva e útil. 

Livro: Ciência dos Antigos

Crédito da imagem: https://osegredo.com.br/

O rabo nos afazeres

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Guido Lang

A especial amiga, em carreira profissional (efetuada no serviço público), avisou ao filho das colônias. O conselho, em pessoa de extrema confiança, sobrevinha no mais sincero agradecimento e reconhecimento da amizade. Esta, no bom censo, disse: “- Procure nunca deixar ‘rabo nos teus afazeres’, com razão dos semelhantes, em alguma situação, pisar em cima”. As tarefas, na maior organização e transparência, precisam ser executadas na dimensão do capricho, eficiência e organização. As questões, em exemplos, ligam-se na disposição em servir aos contribuintes, honestidade na gerência das coisas públicas, pontualidade dos horários de entrada e saída... O procedimento, em funcionário correto e justo, cria estabilidade e fama em serviçal técnico. Os bens alheios, na função de todos, precisam da melhor organização e resguardo (do que até mesmo os bens próprios).

Livro: Ciência dos Antigos

Crédito da imagem: http://www.pinaarquitetura.com.br/

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O testemunho das pedras

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Guido Lang

O empreendedor, em empresa de calçamento, executou sensata obra. Ele, no acesso ao pátio do morador, alocou centenas de metros de paralelepípedo. A obra, em acomodar e trazer peças, absorveu enorme custo e esforço. Os caminhões, carregados de basaltos, esparramavam as unidades. O melindroso, em milhares de peças, foi organizar as unidades em fins úteis. O elevado capital, em material inerte, viu-se dispendido. O benefício, em espaço pavimentado, estendeu-se de forma constante e em indefinido tempo. O construtor, em poucos anos posteriores a empleitada, faleceu. O cadáver, em “boa e útil gente”, acabou no pó da terra. O testemunho, em assentadas pedras, mantinha-se firme. O capricho e funcionalidade, em tarefa bem executada, acodia na apreciação do fruto do trabalho. As reminiscências, no vulto do edificador, integravam os relatos orais familiares. A pessoa, no intento de ser imortal, convém em escrever textos ou talhar pedras. Os espertos, no delineado das obras, transcrevem o grau de capricho e intelecto. Os ousados, nas ações invulgares, escrevem lendas nas suas referências.

Livro: Ciências dos antigos

Crédito da imagem: https://perguntas.habitissimo.com.br/

A saliente altura

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Guido Lang

Os vizinhos, no meio urbano, mostram-se indigestos e interesseiros. Estes, em “ares de primitivos”, prestam-se ao convívio e hábitos esdrúxulos. A gritaria, na banal bebedeira e promoções de festanças, sobrevém em rotineira. A vizinhança, em lados e fundos, murou a morada (no intento do distanciamento). Os cercados, em dois metros e meio de altura, instituíram “ares de fortaleza”. O propósito, no provável, consiste em vê-los “distantes das vistas”. O contato, no mínimo, acontece em pedir vantagens. O hábito, no possível, sobrevém em querer levar proveito das proximidades. As pessoas, em exageradas nos procedimentos, assumem conduta de ridículos. Os excessos, em grades e muros, externam “fraquejos na civilidade”. Alguns, em “inconvenientes personagens”, advém na melhor atitude manter distância. Os humanos, em amontoado nos espaços, primam pelo anseio da discrição e isolamento.

Crédito da imagem: http://www.murosorbitelli.com.br/